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1400  "Der schleichende Weg zur Diktatur" / "O caminho rastejante para a ditadura"

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Sr. Eckhard E. Kupfer

Kupfer 1400 Radio 572 Text 13062021

                                    Der schleichende Weg zur Diktatur

 

Abstrakt: Um ein demokratisches Land in eine Diktatur zu verwandeln gibt es verschiedene Möglichkeiten: Es gibt den Umsturz, der mit militärischem Einsatz und der Verhaftung aller anders Denkenden erreicht wird, und es gibt den schleichenden Weg in dem man die diversen demokratischen Instanzen mit seinen Gefolgsleuten besetzt und deren Treue erkauft.

Das Ziel ist klar, die Beherrschung eines Landes und seiner Bevölkerung um seine persönlichen und weltanschaulichen Ziele zu verwirklichen. Brasilien hat in der Geschichte schon beide Formen der Diktatur erlebt und sich auf einem schmerzhaften langen Weg davon wieder erholt, aber ist das Land und das Volk wirklich vor einer Rückkehr dieser Beherrschung gefeit?

Zu einem plötzlichen Umsturz fehlen derzeit die Anzeichen, aber es gibt eine ganze Reihe von Hinweisen, dass der derzeitige Präsident mit dem schleichenden Weg liebäugelt. Einige Beispiele die eine solche Vermutung ernähren können: Der ehemalige Gesundheitsminister und aktive General Pazuello hat ein klares militärisches Fehlverhalten gezeigt als er mit dem Präsidenten auf den politischen Wagen stieg und eine Ansprache hielt. Es gab keine andere Möglichkeit als ihn zu bestrafen, wie selbst der Vizepräsident, ein ehemaliger General, meinte. Doch die oberste Heeresleitung, die erst vor 2 Monaten ausgewechselt wurde, hatte offensichtlich Angst vor dem Verteidigungsminister und ehemaligem Präsidentialminister und besonders vor dem Präsidenten selbst. Somit wurde der Disziplinkodex des Militärs nicht eingehalten. Die Entscheidung selbst soll nun, wohl aus schlechtem Gewissen, 100 Jahre unter Verschluss gehalten werden.

Die Mehrheit des Kongresses steht voll hinter dem Präsidenten, denn sie ist heute finanziell von ihm abhängig. Was immer er will, wird durchgewunken. Als nächste Entscheidung steht die Rückkehr zum traditionellen Stimmzettel an. Dass damit Wahlen leichter manipuliert werden können, ist offensichtlich.

Die Feinde, also solche werden sie vom Präsidenten betrachtet, sind nur noch das oberste Verfassungsgericht und die freie Presse. Aber auf beide  wird ein scharfes Auge gerichtet und könnte bei Gelegenheit zugeschlagen werden.

Noch ist Brasilien ein demokratisches Land, aber es ist an der Zeit wachsam zu werden und den Anfängen zu wehren, sonst  könnte der grosse deutsche Philosoph Ernst Bloch recht behalten, der in seinem Leben vor zwei Diktaturen geflohen ist und in einem Interview 1967 sagte: “Auch ein Hitler wäre nicht automatisch gekommen, hätte man ihn sich nicht  gefallen lassen”.

 

 

Kupfer 1400 Radio 572 Text 13062021

                                    O caminho rastejante para a ditadura

 

Resumo: Há várias possibilidades de transformar um país democrático em uma ditadura: Um golpe com uma intervenção militar e a prisão de todos aqueles que pensam diferente, e há a maneira lenta em que se ocupa as várias posições democráticas com seus seguidores e compra sua lealdade.

O objetivo é, claramente, dominar um país e seu povo em torno de seus objetivos pessoais e ideológicos. O Brasil historicamente experimentou as duas formas de ditadura e se recuperou delas em um longo caminho doloroso, mas o país e o povo estão realmente imunes a um retorno a essa dominação?

No momento, não há sinais de um golpe repentino, mas há uma série de indícios de que o atual presidente está brincando com o caminho rastejante. Alguns exemplos que podem alimentar tal presunção: o ex-ministro da saúde e general ativo Pazuello mostrou uma clara má conduta militar quando entrou no carro político com o presidente e fez um discurso. Não havia outra maneira a não ser puni-lo, como disse o vice-presidente, um ex-general. Mas a principal liderança do exército, que foi substituída há apenas 2 meses, estava obviamente com medo do ministro da Defesa e ex-ministro presidencial e especialmente do próprio presidente. Assim, o código de disciplina militar não foi cumprido. A decisão em si agora deve ser mantida em segredo por 100 anos, provavelmente por uma consciência pesada.

A maioria do Congresso está totalmente seguindo o presidente, porque depende dele financeiramente. O que ele quiser é acenado. A próxima decisão será voltar às urnas tradicionais em papel. É óbvio que isso torna mais fácil manipular eleições.

Os inimigos, ou seja, aqueles que são considerados inimigos pelo presidente, são apenas o Supremo Tribunal Constitucional e a imprensa livre. Mas ambos estão na mira do presidente e poderiam ser afetados ou limitados mediante uma oportunidade.

O Brasil ainda é um país democrático, mas é hora de estar atento e resistir aos primórdios, caso contrário, procedem as palavras do grande filósofo alemão Ernst Bloch, que fugiu de duas ditaduras em sua vida e disse em uma entrevista em 1967: "Nem um Hitler teria vindo automaticamente se não nos tivéssemos permitido".