Kupfer 1460, Radio 624 Text 14082022 - São Paulo zwischen Glanz und Elend

1460 - São Paulo zwischen Glanz und Elend
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Kupfer 1460, Radio 624 Text 14082022

 

                                 São Paulo zwischen Glanz und Elend

 

Einführung: Dieser Tagen wurde ich von Freunden eingeladen am späten Nachmittag die Innenstadt von São Paulo zu besuchen. Das ist nicht mehr selbstverständlich, denn sowohl die Businesscenter als auch die Vergnügungsviertel haben sich verlagert. Aber was wir erlebten ist eine Reflektion wert.

 

Als Bürger die nicht ganz an der Realität vorbei leben, hatten wir uns entschlossen die neue Metrolinie Lilas von der Südzone nach Osten und dann die alte Nord-Süd-Linie in die Innenstadt zu nehmen. Als jemand der niemals in São Paulo die Metro benutzte war ich begeistert, die Stationen, die Züge, blitzsauber, modern ausgerüstet. Ich habe schon manche U-Bahnen benutzt; in New York, in Paris, in London, in Tokio, in Berlin und München, aber São Paulo kann nicht nur mithalten, sondern zeigt hier sein bestes Gesicht der modernen Welt.

 

Dann stiegen wir an der Praça da Sé aus, der Katedrale im Mittelpunkt der Stadt,  wir gingen durch einen Campingplatz von Obdachlosen, Mittellosen, Menschen ohne Perspektive. Immer bewacht von Polizei und Guarda Municipal, die sich ob der Menschenansammlungen auch verloren vorkamen. Zwischendurch eine Ansammlung um einen Agitierenden, der mich an die Hyde-Park Redner, in London, erinnerte. Nur das Anliegen war viel banaler: Überleben.

 

Dann kamen wir zu unserem Ziel – dem Farol Santandar -. Vor vielen Jahren sah selbst der Staat São Paulo keinen Sinn mehr darin eine eigene Bank zu unterhalten und verscherbelte sein Geldinstitut an die spanischen Bankiers aus Santander. Aus dem Prachtsitz der Banespa machten die Spanier dann ein Kulturzentrum mit einer Aussichtsplattform, die von Touristen aus dem Interior oder anderen Staaten immer gerne besucht wird, um den Wildwuchs und die Megamanie dieser Stadt zu bestaunen.

 

Santander hat sich aber auch vorgenommen nicht nur das Geld der Wohlhabenden zu verwalten, sondern dem Volk auch etwas zurückzugeben, deshalb wurden mehrere Stockwerke als Kultur und Kunstaustellungen ausgerüstet. Geld und Kultur, das passt gut zusammen.

 

Als wir dann zum Abschluss im Untergeschoss den enorm dimensionierten Tresorraum betraten, blieb mein Atem kurz stehen: eine Riesenbar mit angenehmer Musik und jungen, flinken Bedienungen servierte uns die köstlichsten Cocktails. Und dies alles hinter historischen Stahltüren, die einst die gewaltigen Vermögen der Kaffeebarone aufbewahrt hatten. An einer Wand konnte man hunderte von Tresorfächern zählen. Dort wurden einst die schwarzen Gewinne, die Caixa Dois und die Juwelen und Wertpapiere der herrschenden Klasse verschlossen und aufbewahrt. Heute eine Reliquie aus vergangenen Zeiten. Man bewahrt sein Geld, und besonders das illegale, anderswo auf.

Als wir dann zurückfuhren, in der sauberen, hochmodernen Metro, die uns in kurzer Zeit nach Hause brachte, sassen wir neben den in sich verschlossenen und verhüllten Menschen die nur eins wollten, den schweren, trostlosen Arbeitstag zu Ende zu bringen um zu Hause anzukommen: in Grajú, der Endstation.

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 Kupfer 1460, Rádio 624 Texto 14082022

 

                                 São Paulo entre esplendor e miséria

 

Introdução: Esses dias fui convidado por amigos para visitar o centro de São Paulo no final da tarde. A visão do Centro não é mais tão óbvia, pois tanto os centros de negócios quanto os distritos de entretenimento mudaram. Mas o que experimentamos vale a pena refletir.

 

Como cidadãos que não vivem completamente fora da realidade, decidimos pegar a nova linha de metrô Lilas da zona sul para o leste e, em seguida, a velha linha norte-sul  para o centro da cidade. Como alguém que nunca usou o metrô de São Paulo, fiquei impressionado com as estações, os trens, limpos e modernos. Eu já usei alguns metrôs no mundo; em Nova York, em Paris, em Londres, em Tóquio, em Berlim e Munique, mas São Paulo, além de acompanhar, também mostra sua melhor face do mundo moderno.

 

Depois saímos na Praça da Sé, com sua catedral no centro da cidade. Caminhamos por um acampamento de desabrigados, desamparados, pessoas sem perspectivas. Sempre vigiados pela polícia e guarda municipal, que também se sentem meio perdidas devido à multidão. Encontramos um acúmulo de pessoas em torno de um agitador, que me lembrou dos debatedores no Hyde Park, em Londres. Só que a preocupação era muito mais banal: sobrevivência.

 

Então chegamos ao nosso destino – o Farol Santandar. Há muitos anos, mesmo o Estado de São Paulo não via sentido em manter seu próprio banco e vendia sua instituição financeira aos banqueiros espanhóis do Santander.  Da magnífica sede do Banespa, os espanhóis então o transformaram em um centro cultural com uma plataforma de observação, que é sempre visitada por turistas do interior ou de outros estados para impressionarem-se com o crescimento selvagem e a mega mania desta cidade.

 

O Santander também decidiu não só administrar o dinheiro dos ricos, mas também dar algo de volta ao povo, razão pela qual vários andares foram equipados como exposições de cultura e arte.  Dinheiro e cultura combinam bem.

 

Quando finalmente entramos no cofre enormemente dimensionado no porão, minha respiração parou por um momento: um bar gigante com música agradável e garçonetes jovens e ágeis que nos serviram os mais deliciosos coquetéis. E tudo isso atrás de portas de aço históricas que uma vez mantiveram as enormes fortunas dos barões do café. Em uma parede você poderia contar centenas de cofres. Foi lá que os lucros negros, a Caixa Dois e as joias e títulos da classe dominante foram fechados e mantidos. Hoje uma relíquia de tempos passados. Eles depositam o seu dinheiro, e especialmente o ilegal, em outro lugar.  

 

Quando voltamos para o metrô limpo e de última geração que nos trouxe para casa em pouco tempo, sentamo-nos ao lado das pessoas auto-contidas e veladas que só queriam uma coisa, acabar com o difícil e desolado dia de trabalho e chegar em casa: em Grajú, a estação final.