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Comentário da semana:
Kupfer 780 25092026
Sobre a estupidez
Über die Dummheit
Kupfer 780 25092026
Sobre a estupidez
O escritor austríaco Robert Musil deu uma palestra notável sobre estupidez em Viena, em 1937. Ao fazer isso, ele definiu como ela se manifesta na sociedade humana: Estupidez não é um retardo mental, mas simplesmente falta de julgamento e percepção sobre ações ou formas de expressão tolas. Uma pessoa descrita como estúpida demonstra superestimação de si mesma, arrogância a ponto do dogmatismo e falta de autorreflexão. O conhecido teólogo Dietrich Bonhöffer chamou a estupidez de pior que a malícia porque é um fenômeno social constante, ou como Carlo M. Cipolla descreveu em seu livro: As Cinco Leis Fundamentais da Estupidez Humana: Subestimamos o número de pessoas estúpidas na sociedade, uma pessoa pode ser chamada de estúpida independentemente de sua educação e status social, uma pessoa estúpida prejudica seus semelhantes sem obter nenhuma vantagem, pessoas normais subestimam o poder destrutivo de uma pessoa estúpida e, em última análise, uma pessoa estúpida é o indivíduo mais perigoso da sociedade humana.
Se Robert Musil se dedicou a esse tema em sua palestra em Viena, certamente havia uma razão importante, pois naquela época já era visível para onde a Europa se desenvolveria. Em 1938, ele emigrou para a Suíça para escapar do que poderia acontecer. Dietrich Bonhoeffer teve menos sorte. Ele permaneceu na Alemanha, juntou-se à resistência, foi preso em 1943 e executado em 9 de abril de 1945 no campo de concentração de Flossenbürg a pedido expresso de Adolf Hitler.
Por que estou entrando neste assunto do conceito de estupidez: porque me parece que, nos dias de hoje, estamos mais do que nunca cercados por figuras que demonstram o hábito de estupidez, e isso em posições e cargos importantes da sociedade. Pode-se até dizer que a estupidez se tornou um fenômeno internacional que está se tornando cada vez mais difícil de combater. Além disso, há o rápido desenvolvimento da chamada inteligência artificial, que frequentemente se apresenta mais como estupidez artificial, já que na verdade representa, como Cipolla descreve: o indivíduo mais perigoso, ou melhor, o fato mais perigoso da sociedade humana. Se somos dominados por ela, subordinamos a ela ou conseguimos nos defender contra ela, isso cabe a cada indivíduo, desde que ainda haja escolha.
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Kupfer 780 25092026
Sobre a estupidez
O escritor austríaco Robert Musil deu uma palestra notável sobre estupidez em Viena, em 1937. Ao fazer isso, ele definiu como ela se manifesta na sociedade humana: Estupidez não é um retardo mental, mas simplesmente falta de julgamento e percepção sobre ações ou formas de expressão tolas. Uma pessoa descrita como estúpida demonstra superestimação de si mesma, arrogância a ponto do dogmatismo e falta de autorreflexão. O conhecido teólogo Dietrich Bonhöffer chamou a estupidez de pior que a malícia porque é um fenômeno social constante, ou como Carlo M. Cipolla descreveu em seu livro: As Cinco Leis Fundamentais da Estupidez Humana: Subestimamos o número de pessoas estúpidas na sociedade, uma pessoa pode ser chamada de estúpida independentemente de sua educação e status social, uma pessoa estúpida prejudica seus semelhantes sem obter nenhuma vantagem, pessoas normais subestimam o poder destrutivo de uma pessoa estúpida e, em última análise, uma pessoa estúpida é o indivíduo mais perigoso da sociedade humana.
Se Robert Musil se dedicou a esse tema em sua palestra em Viena, certamente havia uma razão importante, pois naquela época já era visível para onde a Europa se desenvolveria. Em 1938, ele emigrou para a Suíça para escapar do que poderia acontecer. Dietrich Bonhoeffer teve menos sorte. Ele permaneceu na Alemanha, juntou-se à resistência, foi preso em 1943 e executado em 9 de abril de 1945 no campo de concentração de Flossenbürg a pedido expresso de Adolf Hitler.
Por que estou entrando neste assunto do conceito de estupidez: porque me parece que, nos dias de hoje, estamos mais do que nunca cercados por figuras que demonstram o hábito de estupidez, e isso em posições e cargos importantes da sociedade. Pode-se até dizer que a estupidez se tornou um fenômeno internacional que está se tornando cada vez mais difícil de combater. Além disso, há o rápido desenvolvimento da chamada inteligência artificial, que frequentemente se apresenta mais como estupidez artificial, já que na verdade representa, como Cipolla descreve: o indivíduo mais perigoso, ou melhor, o fato mais perigoso da sociedade humana. Se somos dominados por ela, subordinamos a ela ou conseguimos nos defender contra ela, isso cabe a cada indivíduo, desde que ainda haja escolha.
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Kupfer 780 25092026
Über die Dummheit
Der östereichische Schriftsteller Robert Musil, hielt 1937 in Wien einen bemerkenswerten Vortrag über die Dummheit. Dabei definierte er wie sie sich in der menschlichen Gesellschaft darstellt: Dummheit ist keine geistige Behinderung sondern einfach ein Mangel an Urteilsvermögen und Einsicht in törichte Handlungen oder Ausdruckformen. Eine als dumm bezeichnete Person zeigt eine Selbstüberschätzung, eine Überheblichkeit bis zur Rechthaberei und ein Mangel an Selbstreflektion. Der bekannte Theologe Dietrich Bonhöffer, bezeichnete Dummheit schlimmer als Bosheit, denn sie sei ein konstantes soziales Phänomen, oder wie Carlo M. Cipolla es in seinem Buch: Die fundamentalen fünf Gesetze der menschlichen Dummheit beschrieb: Wir unterschätzen die Anzahl der dummen Menschen die sich in der Gesellschaft befinden, eine Person kann als dumm bezeichnet werden unabhängig von ihrer Bildung und ihrem sozialen Status, eine dumme Person schädigt ihre Mitmenschen, ohne dadurch Vorteile zu erzielen, normale Personen unterschätzen die destruktive Macht einer dummen Person und letzlich, eine dumme Person ist das gefährlichste Individuum in der menschlichen Gesellschaft.
Wenn Robert Musil in seinem Wiener Vortrag sich diesem Thema widmete, so hatte dies sicher einen wichtigen Grund, denn zu dieser Zeit war es bereits sichtbar in welche Richtung sich Europa entwickeln würde. 1938 emigrierte er in die Schweiz um dem zu entgehen was da kommen könnte. Dietrich Bonhoeffer hatte weniger Glück. Er blieb in Deutschland, schloss sich dem Widerstand an, wurde 1943 verhaftet und auf ausdrücklichen Wunsch Adolf Hitlers am 9. April 1945 im KZ Flossenbürg hingerichtet.
Warum ich auf diesen bereits historischen Umgang mit dem Begriff der Dummheit eingehe: weil es mir scheint, dass wir in der heutigen Zeit mehr denn je von Figuren umgeben sind die der Dummheit frönen, und dies in wichtigen Stellen und Ämtern der Gesellschaft. Man kann sogar sagen, die Dummheit ist ein internationales Phänomen geworden, das immer schwerer zu bekämpfen ist. Dazu kommt noch die rasante Entwicklung der sogenannten Künstlichen Intelligenz, die sich derzeit vielfach eher als künstliche Dummheit darstellt, da sie tatsächlich, wie Cipolla beschreibt: Das gefährlichste Individuum, oder besser gesagt Faktum, in der menschlichen Gesellschaft darstellt. Ob wir von ihr überwältigt werden, uns ihr unterordnen oder uns gegen sie wehren, dies bleibt jedem Einzelnen überlassen, solange es überhaupt noch eine Wahl gibt.
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