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Sr. Kupfer no Congresso FECCAB 2023 em Juiz de Fora-MG - 2.jpg

Tema da Semana  Eckhard E. Kupfer

Comentário da semana:
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Brasil, um país do futuro
Brasilien, ein Land der Zukunft

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Brasil, um país do futuro

Todos certamente já ouviram esse slogan muitas vezes. Ele foi usado por muito tempo por políticos e representantes de empresas como gancho para um discurso. De modo geral, faz-se referência ao famoso livro de Stefan Zweig, que ele publicou em 1941 com a S. Fischer Verlag e que ainda é reimpresso repetidamente até hoje. Nele, Zweig descreve um país modelo que esta prosperando economicamente, que não conhece problemas raciais e tem uma natureza exorbitante, é quase um país dos sonhos.

No entanto, foi esquecido que o empresário alemão e posteriormente diplomata brasileiro Heinrich Schüler publicou uma visão geral do Brasil com o mesmo título na Deutsche Verlagsanstalt já em 1911, e esse livro também teve grande recepção, pois foi republicado seis vezes até 1927. Pode-se provavelmente supor que Stefan Zweig conhecia esse livro.

Claro, os dois livros diferem. A edição de Heinrich Schüler é um relato etnológico e econômico do Brasil no início do século XX e uma obra padrão da época em seus dados estatísticos. Em comparação, a obra de Stefan Zweig é um diário de viagem subjetivo pelas belezas tropicais do país, sendo que o conteúdo se refere principalmente ao Rio de Janeiro e seus arredores imediatos. Várias vezes se tem a impressão de que ele queria agradar os líderes, especialmente o governo Vargas, que o recebeu e celebrou como uma estrela mundial em sua primeira visita em 1936, mas em 1940, quando retornou, a situação política mundial havia mudado, assim como a relação do Estado brasileiro com os imigrantes. Assim, o entusiasmo pelo escritor bem-sucedido havia se dissipado. Pode-se certamente supor que seu suicídio em Petrópolis, em setembro de 1942, está relacionado a isso.

Do ponto de vista atual: se ele tivesse resistido na gaiola dourada em Petrópolis por mais três anos, um retorno bem-sucedido à Europa certamente teria sido possível, como Thomas Mann, Bertholt Brecht e muitos outros escritores e intelectuais fizeram.

Estou pensando no diário de Viktor Klemperer, que permaneceu no país como um judeu alemão e manteve um diário sobre seu período de perseguição e humilhação de 1933 a 1945, que não poderia ter sido escrito de forma mais autêntica e angustiante. Esta edição foi publicada em 1995 pela Aufbau Verlag e hoje é considerada um importante documento contemporâneo sobre como as pessoas eram tratadas naquela época, simplesmente por serem de uma fé diferente.

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Kupfer 773 5072026 dt.
Brasilien, ein Land der Zukunft

Diesen Slogan, hat sicherlich jeder schon vielmals gehört. Er wurde lange von Politikern und Firmenvertretern als Aufhänger zu einer Rede zu verwendet. Im Allgemeinen bezieht man sich dann auf das berühmt gewordene Buch von Stefan Zweig, das er 1941 im S.Fischer Verlag veröffentlichte und bis heute noch immer wieder neu aufgelegt wird. Darin beschreibt Zweig geradezu ein Modellland, das wirtschaftlich aufstrebt, das keine Rassenprobleme kennt und ob seiner exorbitanten Natur geradezu ein Traumland darstellt.

Nur ist dabei in Vergessenheit geraten, dass der deutsche Geschäftsmann und spätere brasilianische Diplomat Heinrich Schüler bereits 1911 eine Übersicht über Brasilien mit demselben Titel bei der Deutschen Verlagsanstalt veröffentliche, auch dieses Buch hatte eine große Resonanz, denn bis zum Jahr 1927 wurde es sechsmal neuveröffentlicht. Man darf wohl annehmen, dass Stefan Zweig dieses Buch kannte.

Natürlich unterscheiden sich beide Bücher. Die Ausgabe von Heinrich Schüler ist eine ethnologische und wirtschaftliche Darstellung Brasiliens zu Beginn des 20. Jahrhunderts und in seinen statistischen Angaben ein Standardwerk der damaligen Zeit. In Vergleich dazu ist Stefan Zweigs Werk ein subjektiver Reisebericht durch die tropischen Schönheiten des Landes, wobei es sich im Inhalt meist auf Rio de Janeiro und seine nähere Umgebung bezieht. Man hat mehrmals den Eindruck, dass er mit diesem Buch seiner Umwelt, und besonders der Regierung Vargas, gefallen wollte, die ihn beim ersten Besuch 1936 wie einen Weltstar aufnahm und feierte, aber 1940 als er wieder kam, hatte sich die weltpolitische Situation geändert und auch das brasilianische Staatsverhältnis zu Immigranten. Dementsprechend war die Begeisterung für den erfolgreichen Schriftsteller verflogen. Man kann durchaus vermuten, dass sein Suizid in Petropolis im September 1942 damit zusammenhängt.

Aus heutiger Sicht: hätte er im goldenen Käfig in Petropolis noch drei Jahre ausgehalten, wäre sicher eine erfolgreiche Rückkehr nach Europa möglich gewesen, wie es Thomas Mann, Bertholt Brecht und viele andere Literaten und Intellektuelle taten.

Dabei denke ich an das Tagebuch von Viktor Klemperer, der als jüdischer Deutscher im Lande blieb, und über seine Zeit der Verfolgung und Erniedrigung von 1933 bis 1945 ein Tagebuch führte, wie es authentischer und erschütternder nicht geschrieben werden konnte. Diese Ausgabe erschien 1995 im Aufbau Verlag und gilt heute als ein wichtiges Zeitdokument wie Menschen in dieser Zeit behandelt wurden, nur weil sie anderen Glaubens waren.

 

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